quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Rainha da Paz (31.12.14)

Mãe, imagino eu que
teu coração sangra
e se faz em pedaços,
ao ver no mundo
escasso o amor e
a comunhão. 

Ao ver sendo destruída
nação por nação. 
Morrem teus filhos, 
morrem sem conhecer 
teu Filho, morrem 
sedentos e incompletos. 

A terra estremece e parece 
já ser o fim dos tempos. 
O ódio consome, o pecado
cega, ensurdece e as famílias 
se destroem. 

Parece que de guerra vive 
o mundo e que o inferno 
já é conformismo e destino certo, 
parece até mesmo que o inferno 
aqui já se faz. 

Por ti há de chegar
a paz no mundo,  
O céu será um
dia o objetivo comum.
Não sei a quem recorrer
e pedir socorro, senão a ti, ó Mãe.

Interceda junto a Deus por nós,
interceda pelo mundo que
se desfaz, pelos que não já
amam mais, pela paz na terra,
interceda por nós Rainha da Paz. 

Santa Mãe de Deus (31.12.14)

Santa Mãe de Deus a ti rogo
neste dia, aonde encontraria 
eu refujo, alento e descanso? 

Mãe, quantas vezes corro e 
logo me canso, quantas vezes 
eu erro por querer ir sozinho...

Em todas as quedas eu volto a ti, 
como o filho errante, rebelde 
e por muitas vezes distante. 

Das muitas vezes que te procurei, 
me acolhestes com uma ternura
sem igual, das muitas que assim 
não o fiz, fostes ao meu encontro. 

Nunca me deixaste desamparado, 
nunca saíste do meu lado, mesmo
sem merecer recebo sempre a tua
acolhida e amor.

Desde do ventre sou a ti consagrado,
quisera eu também estar sempre ao
teu lado, a vida seria mais amena,
mais doce e serena. 

Porém se insisto em fugir, 
com carinho me persegues, 
me alcanças e protege,
em teu calor me aquece.

Não encontro outro ventre, 
outro coração que mais fundo
adentre os mistérios da eternidade,
só o teu, Santa Mãe de Deus. 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Esperar (29.12.14)

Parece prisão mas é liberdade
abster-me de mim e de minhas
vontades, parece contradição
mas é construção.

É caminho de espera, onde se
prova o amor verdadeiro, que
deseja que o outro seja todo
de Deus primeiro.

Esperar é crescer em Deus,
em graça e intimidade,
amar é aniquilar-se,
renunciar o que se quer ter.

Esperar é crer que bons são
os planos que Deus fez,
melhor ainda é a descoberta,
a adesão por Sua vontade.

Esperar é não fazer
o que quero e fazer o
que não quero, esperar é
viver, esperar é crer.

Esperar é crescer, construir,
criar comunhão, abster-se
e ser todo de Deus primeiro.

Meu barco em alto mar (29.12.14)

O meu barco está em alto
mar, precisa do meu remar
constante, da força da oração
que dará sentido e direção
ao meu esforço.

Não importa se hoje pouco
ouço, se a vontade de Deus
ainda me é obscura,
não posso me render.

Rendido, sou alvo da fúria,
facilmente a tempestade
irá me encobrir e meu barco
será destruído.

Não posso parar e me render
ao cômodo, não posso ser
conformado e achar que o
perfeito já alcancei.

O que tenho por alcançado
é o desejo da busca,
não importa o que dizem
os náufragos que pelo caminho
foram ficando.

Eu seguirei remando,
mesmo que não faça sentido,
eu preciso continuar,
não posso parar.

Preciso remar, remar
e remar, não posso
parar, pois estou com
meu barco em alto mar.

Bobo da Corte (28.12.14)

Incumbido de alegrar o rei,
feliz vai o serviçal... 
Por muitos feito menos, 
é o que mais possui. 

Possui a alegria que falta ao 
rei e a todos ao seu redor, 
possui a simplicidade, 
é humilde. 

Não se entristece por não ter o
que é da sua vontade, 
não se deixa levar pela vaidade, 
não é rico, isto é verdade. 

Nunca quis ser rico na verdade, 
nunca se permitiu ser triste, 
chama-o bobo, serviçal de toda
a corte. 

Prefiro chamá-lo feliz, servo de 
Deus, alegrar-me com ele, 
contemplar a sua alegria, 
incentivar-me com o seu servir. 

Acho bobo aquele que muito tem
e infeliz vive, quem olha a corte 
e em meio à realeza não consegue
identificar o verdadeiro rei. 

Olhei, contemplei, fui ao palácio 
assistir o espetáculo, ao fim aplaudi
e me perguntei: é bobo o bobo ou 
o rei e toda a sua realeza?

Sugestão de Leitura Bíblica: 
Dn 5, 1-6. 13-14.16-17.23-28.

O Manto de Fogo (19.12.14)

O manto que me reveste
é de fogo que não queima,
mas inflama e faz arder o
coração.

É o manto da justiça,
da força e coragem,
é o manto do anúncio,
do prenúncio do céu.

É o manto da verdade,
da chama viva e radiante,
da paz, da alegria e da
temperança.

É o manto que revela o
bom tempo que está por vir,
é o manto que me reveste e me
diz quem sou.

É o manto do amor,
que suporta o sofrimento,
é o manto do Espírito que
impulsiona e conduz.

É o manto de Jesus,
tecido por Maria,
é o manto do povo eleito,
retirado da multidão.

É o manto que inflama e
faz arder o coração,
que se estende sobre a
humanidade.

Renovando a aliança,
trazendo algo novo,
é o manto que restaura,
é o manto de fogo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O Manto de Maria (17.12.14)

O manto de Maria me cobria,
ainda encharcado de sangue do
madeiro derramado,me cobria
e em seus olhos eu via a dor.

Mesmo assim Maria não
negou seu consolo,
como consolar em
meio à dor?

O manto de Maria me cobria,
e em seus olhos eu via o amor,
ao me cobrir se estendia sobre
todos os que com ela sofriam.

O manto de Maria me cobria,
o mesmo que cobria Jesus,
fui tomado pelo sangue puro de
seu filho.

O manto de Maria me cobria e
em mim estava seu cheiro, fui
tomado por inteiro, recebi colo,
carinho e consolação.

Recebi pelos meus pecados o
perdão, tomei de volta a vida,
fui restaurado, consolado, pelo
manto que sobre mim se estendia,
o manto de Maria.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A Filha de Jairo (16.12.14)

A fé e confiança de Jairo,
movem-o a ir ao teu
encontro, encontrado
tu se pões à caminho.

No percurso uma força
intervém, ouves àquela
mulher que vem pedir
o teu socorro.

Ao tocar a orla do teu manto,
é curada, aquela que sangrava
no corpo e na alma,
devolve-lhe a vida,
a dignidade.

Ainda no caminho,
a fé de Jairo é provada,
recebe a notícia da morte,
permanece forte e é
por ti é consolado:
"não temas, crê somente
e tua filha será salva!"

Diante da morte
e da desesperança, riam de
ti, em dor os que não riam
se lamentavam.

Tu porém, ergues a voz
e fazes submissa a morte,
dá ordem aos céus e
a menina retoma a vida,
pois tu tudo podes fazer,
basta crê!

Adentras a casa de Jairo,
adentras o coração de Jairo,
dá a ordem: "menina, levanta-te!"
e a trazes de volta à vida,
reavivando em todos  que ali
estavam, a fé e a confiança,
a esperança.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Névoa

O que hoje esconde a beleza
das tuas águas e me impede
de ver aquilo que sou?

Sei que não sou a névoa e sou
chamado a ser  o próprio
mar, a revelar a beleza
que há em ti.

Hoje não te vejo,
não me vejo,
sei que não são revoltas
as minhas ondas, sei
não que não é rebeldia
minha cegueira.

A névoa encobre e ofusca,
retira de mim a tua imagem
e semelhança, a névoa é o
meu irresoluto, incerto,
oculto e deserto.

O vento é ainda desorientado,
o mar agitado, porém é em ti
que sou, é em ti que devo me
descobrir.

Há de chegar o sol do novo dia,
há de chegar a esperança,
a alegria, a vida nova, a maresia.

Há de chegar o vento norte,
o vento do espírito, sempre certo,
para orientar, tornar descoberto,
explícita a beleza das águas,
Vem depressa, não tarde, vem
Senhor em meu auxílio, dissipar do
mar que sou, a névoa.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ultrajes

Se por ti sofremos,
na alegria morreremos.
Se por ti amamos,
Não nos cansaremos,
pois o amor nos descansa.

Se por ti amamos,
na alegria morremos,
pois diante do sofrimento,
tua graça nos sustenta e
alcança.

Se é o martírio a nossa pena,
pedimos que tu sejas
nossa coragem, se é a
perseguição a nossa via,
pedimos que sofrer por ti
seja a nossa alegria.

Doamos-nos
para que no mundo
se conheça a verdade,
doamo-nos para que
se restaure o que o
pecado deformou.

Nos unimos aos flagelos,
à coroa de espinhos,
ao alto do madeiro.
Suportamos contigo,
por ti e em ti,
os ultrajes.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

No Cenáculo com Maria

No teu corpo glorioso
mas ainda chagado,
te contemplamos
ascendente ao céus.

Chegou o tempo em
que o Senhor já não
mais conosco estará,
está para se cumprir
Sua promessa,
está para chegar
o Consolador.

Nos reunimos no Cenáculo,
lá está Maria e com ela
nossa esperança.
Temerosos,
em meio ao nosso medo
somos visitados,
vem sobre nós o Espírito Santo,
nos sentimos encorajados,
capazes e saímos a anunciar.

Gratos aos carinhos da Mãe,
que cuidou de nós
e nos manteve firmes
enquanto esperávamos.

Eis que se cumpriu
o que disse o Senhor:
veio Aquele que há
de nos recordar
e ensinar todas as coisas.

O Mestre permanece
em meio a nós,
a multidão se converte
pelo nosso testemunho.

Vamos aonde nos envia
o Senhor, exercendo o
nosso apostolado,
e contando com
a intercessão da Mãe.

Diante da dor,
sofria conosco a
ausência do Filho.
Permanecia calma,
pois nunca saíra
de sua companhia.

Nos consolou
e nos manteve firmes
em nossa esperança,
estávamos com medo
e fomos consolados
no Cenáculo com Maria.

Interior

Vazio de mim,
livre de todo o tormento,
sacio minha fome
tendo-te como meu alimento.

Vazio de mim
e longe da solidão,
sinto-me mais leve,
posso agora por
meus pés na missão.

Aonde poderia descansar eu,
senão no teu coração?
Qual a minha força
senão a oração?

Rompes minha timidez e
me chamas a voar mais alto,
não consigo mensurar o quão
alto seria...

Como eu não tendo asas voaria?
Talvez as asas que
tenho seja meu
irmão, o vento a sua
fraterna comunhão.

Posso ser tolo
e pensar ser  poderoso um
gavião, posso ser ingênuo,
reprimido e em muitas faces
e disfarces, me fazer
camaleão.

Posso ser uma simples alga e
pensar que sou tubarão,
posso ainda ser inflado,
peixe-boi, cheio de
espinhos e defesas.

Ou mesmo indefeso passarinho,
desabrigado de seu ninho,
um pequeno ou grande peixe,
uma mera alga, uma mera alma.

Um pobre disfarçado,
um humilde assoberbado,
um avarento, bonito por fora
e podre por dentro.

Amas-me?

Amas-me ou apenas dizes?
Aonde vives? Qual a tua fonte,
qual o teu manancial?

Qual o tesouro?
Amas-me ou apenas dizes?
De mim falas ou primeiro a si
mesmo anuncia?

Qual o teu caminho?
Amas-me ou apenas dizes?
Qual o teu alimento, a tua
eucaristia?

Falsa pobreza, humildade
discreta, amor sucumbido,
Orgulho enaltecido,
de si mesmo preenchido,
amas-me?

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Mistérios (12.11.14)

Para que eu esteja contigo,
peço-te que estejas comigo.
Eu que digo entre nós
não haver despedidas,
logo me disperso,
e adeus te digo.

Julgo entre nós
não haver mistérios
e segredos, mas logo percebo
que existem ao menos dois:
um eu mesmo, a mim mesmo
desconhecido, o outro a
tua plenitude.

Neles me devaneio, aprofundo,
te conheço e logo me vejo,
me vejo e logo te encontro.

Nesta hora permaneço contigo,
apenas contemplando-te,
mistério, bondade e beleza.

Em toda hora,
permaneces comigo,
amando-me,
ensinando-me,
cuidando de mim,
como fizestes ao me criar.

Logo me rendo,
vejo que há bem mais
do que dois mistérios,
que não cabem a mim entender,
apenas contemplar.

Ficai assim comigo, Senhor:
Todo inteiro ao meu dispor.
Ficarei eu aqui contigo:
todo inteiro, servo,
filho e ao teu dispor.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Deus me consola (07.11.14)

Triste minha alma chora,
pede a Deus que fique,
que não vá embora.
Triste minha alma chora
porque oculta, omite a
alegria de outrora.

Antes era feliz e agora deixei de ser?
Antes louvava e agora o deixei de fazer?
Triste minha alma chora,
Sorrindo Deus me consola.
Disse-me que já sabia
que eu assim estaria
e por isso veio me visitar.

Disse-me que não me preocupasse,
e que a cada lágrima que derramasse,
eu me lembrasse que ele
sempre ao meu lado sempre esteve.

Mais leve e consolado,
entendi que quando
triste minha alma chora,
sorrindo Deus me consola.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Minha Condição (05.11.14)

É aos teus pés
que entendo minha
consagração,entendo
minha condição.
Não existe lugar melhor,
outro abrigo, refúgio
ou cidadela.

Aqui estou protegido
e na melhor de todas
as companhias.
Que alegria, sempre
que busco poder
te encontrar.

Quisestes estar comigo,
ser meu amigo e
mesmo quando
não o procurei,
viestes me encontrar.

Que alegria,
sempre que me abro,
livre posso te amar.
Quisestes me amar primeiro,
antes que eu pensasse em existir,
já eras o Amor.
Aos teus pés entendo a minha vocação
e reconheço que de total dependência,
é a minha condição.

Ressurreição (05.11.14)

Se já no pântano submergido,
recebo hoje uma nova
chance de ser reerguido,
recebo a mão que se estende
e me livra do lamaçal.

Recebo o carinho,
o cuidado, o amor terno
e  esponsal,
recebo vestes novas,
vejo apontada a direção,
o caminho.
Sou limpo, sou consolado,
sou livre, ou melhor,  libertado.
E então caminho,
não mais sozinho,
não mais submergido,
amedrontado e acanhado.
Vou contigo, com os meus,
trocando o pântano por solo sagrado.
Consagro os pés vacilantes
que agora seguros caminham,
te peço pés consagrados.

Consagro os alicerces
inconsistentes que sobre ti
não se ergueram,
te peço uma vida
fundamentada em ti,
te peço e novamente
me consagro.

Estendo minha mão e
mesmo com medo
e inseguro,
posso te encontrar.

Estendo minha mão
e mesmo à beira do abismo,
recebo muitas outras já estendidas,
que não me permitem
fazer deste momento uma despedida,
De novo amparado,
me ponho no caminho,
continuo a confiar,
não vejo o fim,
mas recomeço, ressurreição.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Liberdade (24.10.14)

Passado o tempo, 
Tendo eu contigo convivido,
obtive uma nova ótica 
e enfim vi-me do cárcere
liberto. 

Vi-me não só livre 
mas também 
da tua graça e 
misericórdia encoberto.
Terra seca, frio, deserto,
é ter-te e não estar perto. 


Hoje minha vida 
é mais fecunda, 
onde meu pecado 
é excesso, 
tua graça se  sobressai. 

Enfim, vi-me liberto
do cativeiro 
de mim mesmo,  
das amarras e correntes. 
Vi jorrar águas santas, 
correr o rio, 
as fortes torrentes,
vi no mar que eu sou, 
desaguarem ondas 
de misericórdia, amor, 
paz e benevolência.

Não só vi, 
senti e tive ciência 
de que tudo que sou
é obra tua...
Aonde me deformei, 
restauras, onde me perdi, 
me reencontras, 
onde não sorri, 
fazes nascer alegria, 
onde me prendi, 
trazes liberdade,  
onde escondi, 
é revelada a tua verdade.

Quais são os frutos 
do teu agir em mim?
Onde era terra seca, 
germina a semente 
regada pela tua mão.
Sou livre de mim mesmo, 
dou-te liberdade. 
O que posso fazer
para que sejas livre em mim?

O Santo dos Santos (03.11.14)

Na porta estou e recebo o convite: 
Me chamas a adentrar 
o Santo dos Santos, 
e ali te adorar.
Se meu passo não se move,
teu amor me seduz
e sem mesmo perceber contigo
estou, já rendido e entregue.

Adentro então teu coração,
ali sou restaurado,
agarro a tua a mão
e novamente me
sinto amparado,
brota em mim vida e paz.

Por onde andei?
O que fiz longe de ti?
Pouca importa os muitos dias
que estive distante,
pois contigo agora estou
e o hoje se faz eterno,
tal como mil anos,
um dia contigo,
tal como mil anos,
um dia longe de ti.

Meus fúnebres dias,
são memórias
que impulsionam
um futuro feliz,
despertam o desejo
de viver ao teu lado,
são força que me
proporcionam um olhar
de misericórdia e ressurreição.

Adentrei o Santo dos Santos,
descobri quem lá estava,
não desejo sair
sem antes me converter,
não desejo sair
sem antes levar-te comigo,
não desejo sair...

Aonde eu poderia ir?
Ouço tuas palavras de vida eterna,
ouço a tua voz, a mesma que
seduziu e me fez adentrar
e te encontrar no Santo dos Santos.

sábado, 1 de novembro de 2014

Sangue Santo

Sangue santo,
que unge o manto,
cura e traz liberdade,
por mim derramado,
purifica, umidifica a
terra do meu coração.

Banhado por teu sangue,
posso também o meu doar,
posso livrar-me e livrar,
ser amado e amar...

Olho pro madeiro e
vejo que tudo está consumado,
e lá está todo teu sangue sobre ele,
por mim derramado.

Não posso dizer outra coisa,
senão obrigado, hoje sou curado
e provo das delícias de uma
vida ao teu lado, coberto
pelo manto, ungido
pelo teu sangue,
sou mais santo, por ser
remido por ti, sou livre, pela
liberdade que destes,
qual a medida do teu amor?

Qual a infinidade que há em ti
Senhor? Não há preço, não há
coração humano que entenda a
tua grandeza, não há olhos
que contemple a tua beleza,
não há sangue mais puro,
que o teu sangue santo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Teresa de Jesus (16.10.14)

A Teresa não faltou 
a coragem pra mudar o mundo,
Para esquentar o que era morno, 
frio ou mesmo sem vida. 

Do coração apaixonado por 
Jesus, nascia o ardente 
desejo de ser como o seu 
Amado, de conquistar a
amizade do Sumo Bem. 

Nascia Teresa, para iluminar a 
cidade de Ávila, para transformar
a Espanha, o mundo, 
e abrasar todos à sua volta.

Eis a corajosa criança, que do 
eterno sempre fazia lembrança, 
Eis a corajosa jovem,  
que fez do sofrimento via de amor,
Eis a corajosa mulher, 
que o carmelo e o mundo 
reformou. 

Eis, Teresa! 
Teresa só de Jesus, 
Eis a beleza da poesia,
da maestria e sabedoria,
do céu por ela revelada. 

Eis a santa, consagrada,
cheia de ardor no coração, 
mestra da oração.
Eis a madre, eis Teresa,
eis a grande amiga: Teresa de Jesus.
Eis o grande amigo: Jesus de Teresa.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O Manto (06.10.14)

Inflamou-me o toque de amor
ao teu manto
Senti a força que saiu de ti, 
Senti tudo se fazendo novo em mim.

Fui aonde sabia que encontraria a 
cura pra mim,
Fostes no mais íntimo de mim,
encontrastes e restaurastes tudo
o que havia ali.

Fui ao teu encontro, 
certa de que de que 
eras capaz de me curar, 
bastava tocar a orla do teu manto.

Ao tocar-te tive de volta a vida, 
Senti uma nova esperança, envolta
do desejo de viver e amar... 

Fui até aquele santo lugar 
e em meio à multidão pude te 
encontrar, te tocar...
Não esqueço do que me 
disseste: "Vai! A tua fé te salvou!"

Fui, como foi me dito.
Mas, ali presa fiquei. 
Guardei o peso de tuas 
palavras e o teu inexplicável
amor, Senti-me restaurada, 
ao tocar o teu manto.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Olhos nos olhos (29.09.14)

Quis olhar-Te
e sondar o coração.
Vi-me em teus olhos 
e me pus em adoração.

Vi-Te entregue e sobre mim 

a Tua misericórdia, enchi-me 
de paz e tive a certeza 
de que eras Tu, a quem eu 
tanto procurava.

Reconheci-Te meu mestre e

a Ti submeti minha vida,
muitas vezes, fui eu a ovelha 
perdida.

Ao Teu rebanho voltei, 

ali fiquei, enfim Te encontrei,
não mais O deixei. 

Fui ter contigo, 
fui ser contigo,
Encontrei-me comigo, 
quando olhei-Te olhos 
nos olhos.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Compadece-te

Compadece-te ó Deus de minhas misérias, 
Em meio a elas, manifesta tua glória 
Mergulha-me ó Cristo, nas águas de tua 
misericórdia. 

Lava-me e faz-me renascer,
Enche-me de ti e toma o espaço que meu 
pecado tenta sucumbir e é teu 
Vinde ó Deus em meu auxílio, 
Socorrei-me sem demora, agora.

Vinde, em mim mora, vinde, vinde agora!
Tenho pressa de estar em tua presença
e ter-te de volta.

A mim se volta o teu amor, 
para ti novamente vou
Vinde em mim habitar, 
tu que és o amor...

Compadece-te de minhas misérias e faz 
de mim  reflexo do que tu és
Tu que és tudo, 
faz do meu nada amor.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Ventre a ventre

Ave, cheia de graça,
O Senhor é contigo!
Assim é saudada Maria e
logo parte para saudar Isabel.

É saudada Isabel,
É visitante Maria,
É saudada Maria e
Sua alma exulta de alegria.

Saúdam-se no ventre,
O percursor e o curso para
onde concorre todo o bem,
e se findam todas as coisas. 

Saúdam-se Maria e Isabel,
João e Jesus, 
Alegram-se na presença de Deus,
Saúdam-se ventre a ventre.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Esperança

Esperei no Senhor,
Ele não me decepcionou.
Cumpriu o que me prometeu,
Escolheu-me,
fez-me todo Seu.

Esperei no Senhor
e antes que eu
n'Ele acreditasse,
em mim acreditou.
Antes que em suas
águas navegasse,
Em mim navegou.
Me chamou a ser
mar com ele.

Esperei no Senhor e
não tardou que tudo
mudasse...
Cresceu a fé,
diminuiu a inconstância.
Esperei com fé e confiança,
fiz dEle a minha Esperança.

Minha vida a ti

O Senhor que me chama,
É o dono da chama e
do ardor que há em mim.

É dono da esperança que não
decepciona, do passo que não se
cansa.

É minha alegria e n'Ele ponho
a minha confiança,
Entrego minhas riquezas, meus tesouros,
A minha prata e o meu ouro;

Para tê-Lo como minha
única riqueza e o que tenho
de mais precioso poder ofertar.

Entrego mais do que anos da
minha vida, entrego a minha
história para ser cuidada por ti.
Para que seja restaurada e
consagrada toda minha vida
a ti.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O cântico da Alegria

Vou entoar com os anjos,
um canto novo que agrade
a Deus. Vou escrever a letra
e pedir que por mim
cante a Virgem Maria.

Vou abrir o coração
e pedir a Deus, que a
minha alma também
exulte de alegria.

Vou ouvir sua voz
 acalmar meu coração,
Permitir-me ser embalado
por esta canção.

Deixar-me novamente
ser criança em seu ventre.
Sentir a ternura de suas mãos
a fazer-me carinho.

Ouvindo já a voz que diz:
"Venha, adentre!"
Vou eu novamente
ser gerado, nascer pelo Espírito.

De novo no ventre,
vou ouvindo a canção
antes escrita por mim.
Vou ficar ali,
pois me refaz,
traz paz e a alegria
que perdi.

Vou ser ali,
Vou ficar ali,
No ventre de Maria,
Ninando e ouvindo a canção.
Vou voltar à gestação,
ouvir na voz de minha mãe,
a canção de alegria que escrevi.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A música que a Deus agrada

Canta a virgem a Jesus desposada, 
Canta, canta próximo de ser decapitada.
Canta Cecília e com ela o céu, 
Canta com a vida e leva no coração o Evangelho. 
Canta com a alma e sua música agrada a Deus,
Canta ante a morte, canta calma, serena e forte. 
Não teme amar, não teme sofrer por seu Senhor
Faz do martírio o seu mais belo e verdadeiro louvor.
Canta Cecília, canta já santa!
Canta em ascensão,
junto aos convertidos por seu testemunho.
Canta e na pauta, 
pelos séculos a Igreja redige seu canto a punho.
Canta, se faz pequena e a Deus exalta.
Canta Cecília, santa, virgem e toda entregue,
Se une ao coro dos anjos e roga por nós!
Canta, canta, canta...
Pelos séculos sua voz não cessa de soar,
Soa  a voz dos dos anjos, soa o coro celeste,
A voz de Deus junto à voz de seus consagrados.
É Deus a busca de Cecília, sua música. 
É Cecília, a beleza que a de Deus não ofusca.
É Cecília, santa, virgem e mártir, consagrada,
A música que a Deus agrada.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Peregrino

O peregrino vai,
Pela ação de Deus restaura os corações;
É instrumento em Suas mãos, traz nova vida;
Dá ânimo, vida, vigor, traz novo ardor;
Aponta o caminho da fé, lança a semente,
Retorna, recolhe-se, faz do silêncio oração;
Para que Deus possa falar e germiná-la,
Aqui na terra é Peregrino, todo que aceitou a missão:
De falar independentemente de qual seja a nação;
De qual seja o canto da terra,
É peregrino quem deseja renovar a face da terra,
E que deseja transmitir o Amor gratuito,
É peregrino quem da sua pátria sai, ao longe
e mesmo sem saber aonde, vai;
É peregrino quem trocou seu próprio caminho,
A duplicidade de suas estradas, para seguir
a única estrada, que conduz ao céu;
O peregrino vai, sendo instrumento para restaurar,
deixa também ser restaurado o seu coração;
Recebe novo ânimo, vida e novo ardor;
Se põe no mesmo que caminho que anuncia,
Recebe toda a graça e distribui dela frações,
Leva em seu coração o desejo de fazer discípulos,
entre todas as nações!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Ninho

O coração de Jesus é o ninho,
onde eu, passarinho, me abrigo,
me refugio e dele me sacio.
Em seu coração posso cantar,
seu nome bendizer, entoar
o meu louvor.

Do perigo,
sei que estarei liberto,
do laço do caçador, da
aridez do deserto.
Lá terei renovada minha confiança,
Não temerei o que há de vir,
não temerei o que ainda não vejo.

Do frio,
da forte ventania e da incerteza
constante, há de me livrar
aquele que me dá asas e
é motivo do meu voo.

Sou eu, tão insignificante
e necessário, fugitivo do amor
e vencido pela doçura,
Sou eu passarinho,
levo no meu bico
o canto de Deus.

Sou eu passarinho,
preso mas querendo voar.
Sou eu passarinho,
que sabe aonde deve ir
e aonde deve pousar.

Sou eu passarinho,
preso mas querendo voar
Sou eu o passarinho e o
sagrado coração de Jesus é o meu ninho.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Uma só alma!

É teu o Espírito, forte moção
Que impulsiona e gera vida;
É teu o meu coração que se entrega
Confia e nada teme;
É teu os frutos que na minha terra,
Teu amor semeou;
Sou eu, o alcançado, movido,
Pelo teu amor amparado;
Sou eu, pobre e pequeno,
Desejoso de estar contigo;
Sou eu que não sou mais eu,
Porque contigo me fiz um...
Sou eu quem muito lutou,
E hoje pode dizer:
Somos um, eu de Ti o sopro,
Somos um,  eu em Ti um só corpo,
Somos um, a tua com a minha,
Uma só alma!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Uma folha de papel

Comecei a rascunhar
Em uma folha de papel:
O que seria a vida?
Muito tempo passou,
Ao longe fui,
Do papel me esqueci!
Em momento de reflexão,
Ao revirar meu coração,
Encontrei a mesma folha...
Novamente me pus a refletir:
O que é a vida? Onde se finda?
Ao questionar-me,
Pensei no que fiz para encontrá-la;
Por onde fui? Com quem andei?
A quem busquei?
Descobri que até mim a vida veio,
Em mim o Espírito soprou,
Não fui eu quem a encontrei,
Ela me encontrou!
Ainda continuo a rascunhar,
Mas hoje sei o que é a vida,
Sei que não se finda,
Sei quem é a vida!
Encontrei o sentido da minha vida,
Sei quem dela é o escritor,
Deus se derrama em amor
E a escreve em uma folha de papel.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Cêntuplo

Cem vezes mais daquilo que entreguei
De ti receberei
Muito mais que o tesouro que acumulei
Porque a ti me confiei
Sois minha taça, minha herança
O caminho por onde vão os meus passos
Meu Deus, dono de todo o espaço
De tudo que deixei,
de ti o cêntuplo receberei
Pra onde vou, ao certo não sei
Sei que contigo irei, todo teu serei
Pouco tenho, na verdade nada tenho
Mas se a ti por inteiro me entrego,
sei que o cêntuplo receberei.

À sombra de tuas asas

Deus de infinita e preciosa bondade
Amo a tua habitação,
meu destino em ti está seguro
Desejo estar guardado em teu coração
Refugio-me à sombra de tuas asas
Bebo das torrentes das tuas águas
Fonte da vida,
que revigora minhas forças
Que  a tua luz me ilumine
e dissipe minhas trevas
Onde habitas é meu endereço
Aonde me conduz a tua destra,
La é minha morada
Do perigo, livrai-me!
Desarmai as inúmeras ciladas,
Na tua proteção guarda-me
Em ti encontro abrigo,
refugio-me à sombra de tuas asas.

Jesus é o caminho de Maria

Jesus é o caminho que Maria trilhou
Na agonia do horto
ou mesmo ao ver seu filho morto
Não existiria em sua vida outra direção
Existia sim uma só verdade:
Jesus era o caminho de Maria,
Jesus era a verdade de Maria,
Jesus era maior alegria,
que em sua vida ela teria
Jesus era a vida de Maria
E agora que tudo parece ter passado,
Tudo se faz novo,
Renovo a certeza de que nada passou!
No caminho que sempre trilhou,
Maria permanece!
A ela se eleva a minha prece,
para que eu também permaneça!
Por onde Maria caminhou,
Agora caminho...
No caminho que já conhece bem,
Maria me conduz!
Vai, aonde vai Jesus!
Caminha, aonde caminha Jesus!
Jesus é a verdade de Maria
Jesus é a maior alegria
Que em sua vida existiu
Mesmo em meio à dor,
Maria não desanimou,
Não houve outro caminho,
Existiu uma única direção
Maria é com Jesus, um só coração
Filha que gera a filiação
Jesus é a verdade de Maria,
Jesus é a vida de Maria,
Jesus é o caminho de Maria!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Jesus é meu caminho

Jesus é o caminho pelo qual caminho
Jesus é o amor que me encontrou
e a tudo deu sentido
Jesus é o amor que encontrei, 
que por muito tempo esteve perdido
Jesus é minha alegria, meu tesouro 
Agora revelado, antes escondido
Jesus é da minha vida o sentido
Jesus é o motivo pelo qual 
minhas redes larguei
Jesus é o mar que eu fugia,
agora navego
Jesus é a fortaleza, 
Aquele ao qual me confio e tudo entrego
Jesus é o amor que tarde eu amei
Jesus é minha chegada, minha partida
Jesus é o Senhor da minha vida,
Jesus é o centro da minha vida,
Jesus é o caminho pelo qual caminho,
Jesus é meu caminho.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Advento

Eis nossas mãos e também a manjedoura vazia
Eis nossa espera pelo divino momento
Eis que se finda a espera de Maria
Há de vir mas já está aqui
No ventre já gerada
Vem não tarda, se aproxima o Amado
Vem Jesus, ao lado de Maria está José
Na terra vem morar,
Vem Jesus, perto já está
Vem Jesus, pelo Espírito gerado
Verbo de Deus, encarnado
De carinho a Mãe o cerca
De proteção José o envolve
Com Maria O acolhe e forma família,
Protege e conduz Jesus
Maria sente no ventre os pés
Que que hão de conduzir ao Pai
As mãos que hão de receber
no madeiro os pregos
É Jesus, no ventre de Maria acolhido
Protegido, por seu sangue resguardado
Vem Jesus, por Maria e com José ao lado
Há de vir, já está aqui
Se aproxima o momento, é o advento.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Partida

Sinto tua presença
Que no caminho traz consolo
Vejo tua face em mim transfigurada
Sinto o teu amor
Ao reclinar minha cabeça em teu peito
Sinto teu coração pulsar junto ao meu
És meu primeiro e último amor
Meu consolo e alento
Meu Deus, meu sustento
Ouço as palavras a mim dirigidas
As acolho e entrego-te minha vida
Deixo minhas redes e o mar que navego
Faço da minha ida meu retorno
Da partida um novo começo
Rendo a minha à tua vontade
Quero que seja teu coração meu endereço
Deixo o caminho que hoje trilho,
Para trilhar uma nova estrada
Deixo minha pátria,
Parto em busca da minha morada
Meu coração está reclinado e de partida
Vou ausentando-me de mim
Para  que sejas o centro da minha vida.

domingo, 11 de maio de 2014

Fios de Confiança

O que hoje tenho são fios
para tecer um novo caminho
Nós que precisam ser desfeitos
E outros que ainda serão feitos
Apresento-te a minha vida
E com teu auxílio,
desejo encontrar a justa medida
Reacender a chama do fogo
que há em mim
Ao tocar-Te,
receber a força que sai de ti
Diante das diversas situações de
morte que enfrento
És minha paz, meu sustento
No meu silêncio, posso ouvir teu grito
Que me traz de volta à vida
Faz de mim capela
Sejas  meu refúgio,
Abrigo protetor e minha cidadela
És meu Deus, em quem confio
Dou-te meu tudo, de ti espero mais
Pois o que hoje tenho são fios
para tecer um novo caminho
Amparado pela esperança
e tecido por fios de confiança.

sábado, 10 de maio de 2014

Pátria

Vais à frente e sigo-te após
Alegre por ter te encontrado
Tenho amor pela terra de onde sou
Agradeço-te pelo caminho de regresso
Vivo aqui,
Esperando um dia estar na minha morada
Sigo ao teu lado, fiel e buscando a eternidade
Parto rumo ao céu,
Pelo mesmo caminho por ti já trilhado
Pois sei que sou,
solo santo a ti consagrado
Louvo pela partida,
por me por na estrada
Doce Jesus,
hóspede da minha alma
Amor que me seduz,
me envia e caminha ao meu lado
Desbravador de terras,
Tesouro pelo qual tudo vendi
Sei aonde vou, sei quem é o meu Senhor
Vou levar-Te aonde faltar o amor
Pois de tudo és o sentido
És o dono da minha vida,
Construtor da minha morada,
primeiro habitante da minha pátria.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Contraste

Vejo a vida de partida
Pelo caminho que se inicia
Quando parece ter chegado o fim
Vejo a vida chegando até mim
Trazendo graça e paz
Vejo o elo de Deus que jamais se desfaz
Vejo que além daqui há muito mais
Vejo Deus fazendo a acolhida
E celebrando conosco a vida
É no céu e na terra uma grade festa,
a festa da acolhida
Vejo a alegria da chegada e também da partida
Pelo caminho só de ida
Vejo a vida extensa ou reduzida
Vejo do céu e da terra a união
Do humano e o divino,o contaste.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Todo Teu

Quisera eu ser todo teu
Em tudo e em todos encontrar-Te
Quisera eu ser todo teu
Em palavras e ações agradar-Te
Quisera eu ser todo teu
E aos invés de prender-me
às minhas incertezas
Ter-Te como alicerce
Quisera eu ser todo teu
Ter a fé de pedir na certeza
de que ouves a minha prece
Quisera eu ser todo teu
Não somente em pedaços
Quisera eu ser todo teu
E assim teus fossem
todos os meus espaços
Quisera eu ser todo teu
E poder ao que não vê,
com minha vida revelar-Te
Quisera eu ser todo teu
E ao que não ouve,
com minha voz anunciar-Te
Quisera eu ser todo teu
E ao que já não sente
Levar a tua presença
Quisera eu ser todo teu
Viver aqui,
já na certeza de encontrar-Te
Quisera eu ser todo teu
Acima de todas coisas amar-Te
Quisera eu, ser todo teu!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Lenho da Cruz

Imagino ó Mãe tuas lágrimas
Lavavam o véu e o manto
que cobriam Jesus
Junto com as feridas de morte
Lavavam a dor da perda e
abençoavam a humanidade
A dignidade pelo teu Filho
refeita
Cobriam o lenho da Cruz
e as chagas por nós deixadas
Banhavam a lança que feriu
Limpavam a face que o pecado
cuspiu
Imagino ó Mãe teu ventre ferido
Ao ver Aquele por ti concebido
Ser tido por pecador
Imagino e não sei medir a dor
Imagino todo o teu olhar de consolo
Cuidando, acariciando a alma e o
corpo envolto pela dor
Imagino e não sei medir o amor
Imagino meu Senhor crucificado
E tu aos pés d'Ele ajoelhada
Teu coração com Ele na Cruz
Diante de tamanha dor, vejo tuas
mãos ensaguentadas
Com o sangue puro que lava meu
pecado
Com teu Filho nos braços,
Carregando consigo o lenho da Cruz.

sábado, 29 de março de 2014

Profissão de fé no amor

Eu creio no amor,
Que tudo suporta e crê
Eu creio em Jesus,
Que nos exorta a amar como Ele ama
Bate à porta e deseja entrar
Eu creio no Espírito, 
Que vem em auxílio de todo aquele que clama
Que dá forças e ensina a amar
Eu creio no consolo,
Distribuído ao longo do caminho
Eu creio que sozinho não caminho
Eu creio na humanidade, 
Na vivência da fraternidade e me ponho à caminho
Eu creio no amor que une e forma comunidade
Eu creio, amo, sofro e espero
Não me desespero,
Pois sei em quem coloquei minha confiança
Sei quem é a fonte da minha esperança
Eu creio no amor que tudo suporta e crê
Eu creio no Deus vivo
Em mim, em você.
Eu creio no meu Senhor
Eu creio e professo minha fé no amor.

terça-feira, 25 de março de 2014

Chegar até o fim

Preciso morrer
Perder o que de mim tenho
Ressurgir, além de onde estou ir
Alçar  um novo voo,
encontrar em Ti abrigo
Fazer do teu coração meu ninho
Das tuas as minhas asas
Preciso voar na liberdade
E na vontade de querer descobrir o céu
Preciso ir um pouco mais longe
Subir o monte e contigo ficar
Na cruz pousar,
com minhas lágrimas tuas feridas lavar
Neste novo caminho,
abraço de novo a tua vontade
Reconheço o teu amor por mim
Recebo o céu como minha herança
Ponho toda em ti a minha confiança
Abraço minha Cruz e sigo-te após
Retribuo minha vida em gratidão
O destino do meu voo se encerra em ti
Preciso voar  e chegar até o fim.

Proposta

Eis que ponho diante de ti uma nova vida
Te peço que deixes a tua terra,
Que abandones o teu caminho
Coloco diante de ti um novo destino.

Aponto a direção,
Sei onde se finda a estrada.
Te peço que caminhes,
Confie em mim!

Por onde vais,
já passei e sei o fim.
Lá também é tua morada,
Herança por mim a ti ofertada.

Assim como eu,
no caminho terás sofrimento.
Terás também o ombro,
daqueles que vão ao teu lado,
a certeza que caminho contigo.

Verás que o amor suporta o sofrimento,
abraça-os e te ponha na estrada.
Confie em mim!

Eis que ponho diante de ti uma nova vida,
Eu sou o caminho, a estrada.
A verdade diante de ti posta,
Eu sou a nova vida, eis a minha proposta!

Festa da Acolhida

Está chegando ao fim a espera Daniel
Que tua chegada nos traga o céu
Renove em nós a esperança,
A vontade de ser nos braços de Deus
criança
Venha festejar conosco a festa da acolhida
Receber as boas-vindas,
A alegria de tê-lo ao nosso lado
Receba os abraços e os braços,
O carinho e o berço da Novo Ardor
Que o coração de Deus seja o teu endereço
Que Maria desde o ventre o acolha
Que o Espírito Santo te envolva
Que Jesus seja sempre tua escolha
E assim como Ele, em sabedoria
Estatura e graça você cresça
Bem sabemos, se aproxima o tempo
Te esperamos para começar a festa
Os anjos também farão com Deus,
Festa no Céu, te esperamos
O amamos, Daniel
Dom de Deus é a tua vida
Falta pouco para a festa da acolhida.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Morada

Sou pecador, nada sou, nada tenho
Tendo nada de mim
Me reconheço totalmente dependente de Ti
Quando vou, nada tenho mas tudo tenho
Tenho a Ti Jesus
Quando vou eu, não vou em meu nome,
Vou em Teu, faço o que mandas
Desejo persistir, além de onde estou ir
Vou eu, faço eu
Faço porque sou em Tuas mãos instrumento
De Ti vem a alegria, a força e a coragem
Sigo na certeza que sou teu eleito,
Teu precioso e eficaz instrumento
Estendo minha mão,
Seguro a Tua já estendida,
Me ponho na estrada,
Parto em busca da minha pátria,
Quero fazer da Tua a minha morada.

quinta-feira, 20 de março de 2014

No alto da Cruz

No alto da Cruz silenciou o maior Poeta
Muito rimou com Amor
Com a vida o semeou
Diante da incompreensão, da injustiça, distribuiu o perdão
Seu sacrifício trouxe-nos a salvação
Ao soldado que com a lança o feriu, estendeu a mão
Abraçou o sofrimento,
Se fez cordeiro, hóstia, alimento
Morre Jesus, o Rei dos Judeus
Ouve-se o grito:
"Pai, em Tuas mãos entrego o meu Espírito"
É o último suspiro,
Está pago o preço do pecado
Pelo Nazareno, santo, Rei mas crucificado
Chegou a nós a salvação
Aquele que tanto amou, calou
Morreu Jesus,
No alto da Cruz!

Faça-se

Me fascina o faça-se de Maria
É ela a mãe do puro Amor,
Senhora dos Céus,
Modelo de obediência,
Exemplo de santidade,
Mãe por toda a eternidade,
Com a vida entoou seu canto,
De Jesus consolou o pranto,
Sobre as chagas estendeu o manto.
Me fascina a alegria de Maria
O Magnificat cantou,
Acolheu Jesus e assim a vontade do Pai,
Formou na santidade sua família,
Pequena por isso grande,
Simples, pura, fiel e decidida.
Senhora das graças,
Mãe da Esperança,
Me fascina a aliança com Deus selada
Me fascina o faça-se de Maria,
Me fascina Maria, toda a Deus abandonada.

quarta-feira, 19 de março de 2014

São José

Homem de fé
Teu sim completa o de Maria
Humilde e sereno
Esposo da mais santa mulher
Espelho dos homens
Homem temente e obediente
À voz de Deus sensível
Simples, trabalhador
Carpinteiro, referência de Jesus
Pai, condutor
Protetor de Jesus
Abrigo do menino Deus
Abrigo de Maria
José de Davi,
José de Jesus,
José de Maria,
José, o carpinteiro
José de Deus, por inteiro
Servo, pequeno
Homem santo, fiel e justo
Homem de fé, São José.    

segunda-feira, 17 de março de 2014

Deus é em mim

Sou morada, em mim Deus habita
Sou capela, em mim Jesus se esconde
Sou templo, por mim Deus ensina
Sou monte, onde Jesus se transfigura
Sou do divino a figura
Sou Cruz, onde o Senhor se dá em sacrifício
Sou mar, onde Deus navega
Sou cidade onde Jesus passeia
Sou vila, sou aldeia
Sou Igreja, sou esperança
Sou herdeiro, do Céu e da Aliança
Sou motivo do brilho da estrela
Do canto da ave, do riso da criança
Sou filho, por Jesus remido
Sou templo, pelo Espírito protegido
Sou d'Aquele que é
Sou e Deus é em mim.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Quando penso na vida

Penso no Cristo menino
Nos braços de Maria acolhido
Penso na mulher jovem 
Diante de tamanha responsabilidade
Penso no dom da maternidade 
Na graça que há em participar da Criação
Penso na emoção
De segurar pela primeira vez a mão
Penso na mãe que no ventre gerou
Penso no amor que abraça o sofrimento
Penso na graça da paternidade
Na responsabilidade de conduzir, educar
Penso em Deus que se faz presente
Na união do homem e da mulher 
Penso no amor que gera em si e no outro a vida
Penso no choro do recém-nascido
Na criança desprotegida
Na fragilidade e inocência que traz consigo
Na total dependência, na ternura
Penso em Deus, quando penso na vida
Penso na acolhida, na festa eterna de boas-vindas
Penso na filiação, no ser criança
Penso na Esperança, penso na vida
Penso em Deus, quando penso na vida.


domingo, 9 de março de 2014

Ser mulher

Não sou mas assim imagino:
Ser mulher, é imitar o maior de todos exemplos
É ouvir e seguir a voz de Deus
É ser pequena, fiel e obediente
É ser mãe, esposa, é ser reflexo
É ser serva, é carregar consigo o dom
De cuidar, de gerar, de amar
É viver na alegria, é permanecer fiel
É conduzir ao céu
É estender sobre a humanidade o véu
É ser esperança, gerar a vida
É ser aquilo que Deus criou
É ser completude, é ser presença
Cuidado, carinho, ternura
Justa medida, pedaço que falta
Ser como Maria é...
É ser mulher!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Mt 19,16

Tuas palavras Senhor me conduzem à Cruz
Lá recebo de ti a salvação
Entendo então que carregar minha Cruz
Não é mais que minha obrigação
Entendo que vencer o calvário
É premissa para alcançar o céu
Faço hoje a mesma pergunta que fez aquele jovem:
O que devo fazer para alcançar a vida eterna?
Ponho no peito minha Cruz
E o desejo de aderir à Tua resposta
Entrego-Te meus tesouros, minhas riquezas
O que de mais valioso possuo
Na certeza do cêntuplo, da recompensa eterna
Assumo contigo o compromisso de uma vida nova
Mais centrada em ti, mais imersa no teu querer
Entendi que para chegar o céu é preciso perder
Juntar ao que está com outro, somar
Perder para ganhar, amar e sofrer
Hoje no lugar do jovem rico te pergunto:
O que queres de mim?
O que devo fazer de bom para ganhar a vida eterna?

O Grito da minha alma

Me sufoca o grito da alma
Aquilo que diante de Ti não consigo expor
Grito que se ouve em silêncio
Silêncio que incomoda e revela quem sou
Pobre de ti, rico de mim
Que tuas águas lavem meu pecado
E os Teus cuidados
Lavem meu coração inflamado
Ferido e magoado
Que Teu amor e misericórdia
Me alcancem, na minha liberdade
Tragam cura, libertação
Ao coração por fora belo e pulsante
Por dentro sujo e doente
Que minha vida seja restaurada
E Teu amor a ela traga calma
Ouve, ó Senhor, o grito da minha alma!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Bálsamo

Derramo aos teus pés minhas lágrimas
Meu coração que um dia esteve longe
E agora se prostra
Não tenho o bálsamo
Meu orgulho não me permite lavar os teus pés
Mas hoje disponho aquilo que tenho
Os passos que sozinho dei
Errei, então voltei, vim pedir teu perdão
Dessa vez na esperança de vencer o orgulho
E então poder lavar teus pés
Derramo novamente minhas lágrimas
A dor que consome meu coração
Estendo minha mão
Para que possas preencher minha solidão
Venceu o teu amor
Tua misericórdia sobre mim se estende
A uma vida melhor que sonhei me conduziu
Meu coração se abriu, teu aroma sentiu
És tu Jesus, a essência, o bálsamo. 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Porto

No porto descanso meu barco
Que ao longe se foi
No teu mar navegante
Eu navegante, tu almirante
Que as tuas águas me banhem
E assim meu coração descanse
Pela tua graça, minha vida se faça nova
E frutífera seja minha terra
Contigo partilho as viagens que já fiz
As outras terras que já andei
Eu bem sei,
Nem sempre ao teu lado naveguei
Já quis ser da embarcação almirante
Fazer sozinho o barco
Disse já conhecer o mar
E nele saber navegar
Hoje sei que não sou almirante
Que não sou eu a segurança
Sei que sem ti o meu mar é morto
Que sou eu navegante,
Ancorado ao teu porto!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A paciência tudo alcança

Ainda que tarde, 
Ainda que tardo seja o tempo, 
Mesmo que não consiga compreender,
Mesmo que grande seja o fardo, 
Por mais que a fé seja menor que os apegos,
Espera que outro alcance o mesmo ponto
Assim desaparecerá sua solidão
Quando estiverdes atrás, 
Também terás um que lhe estenderá a mão
Quando fordes adiante não conseguirá dar passos
Pois lembrarás que atrás ficou o irmão
Então recomece, adiante em comunhão
No mesmo passo, com a mesma vontade
No mesmo caminho, com o mesmo destino
Fazendo o exercício de dar de si para ganhar
Vasculhando o escondido, reencontrando o perdido
Dizendo à alma que triste canta: levanta! 
Dando aos que não mais tem esperança,
a chance de se reencontrar
Siga em frente, apresentando a paz e a temperança
Sofre as demoras, espera com paciência
Sou eu a fortaleza, a fonte de toda a riqueza
Mesmo que da certeza só reste a lembrança
Espera, a paciência tudo alcança!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Edifícios

Os grandes prédios que construo
Irradiam trevas que se disfarçam em luz
E ofuscam a luz da lamparina
Que ilumina a casa simples
Onde fazes morada
A mesma casa é por mim abandonada
Está suja, deserta, esquecida
Pelos bichos habitada
Preciso que os edifícios sejam demolidos
A casa limpa, as trevas disfarçadas dissipadas
Que a luz sucumbida seja revelada
Destrói Senhor meu grandes edifícios
Faça da casa simples Tua morada!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Retalhos

Decidi pelo caminho pegar atalhos
Sobraram-me os retalhos,
Das vestes novas que Ti recebi;
Como era de se esperar, me perdi!
Quis ir pelo mais cômodo e perto,
Enxergar oásis onde se escondia o deserto;
Pensava a algum lugar poder ir,
Em meio à tentativa do curto fui atacado;
Várias feras me confrontaram,
quase me devoraram;
Muitas delas em mim moravam,
E eu não sabia;
Tive que recomeçar,
Mais perto de Ti, protegido do perigo;
Grato por ter sobrevivido mas manchado.
Peço perdão, fui atacado, deformado!
Venho também pedir vestes novas,
Entregar-Te meus retalhos!
Porque sozinho eu quis ir,
Agora eu sei que caminhos inseguros,
São os atalhos!
Deles me restaram os retalhos.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Desafio de Amar

O Senhor me chamou para um acampamento
Propôs um desafio
Me chamou  para mais perto
Foi sedutor o convite
Fui mesmo sem entender
Peguei minha barraca
E no solo santo fui acampar
Mesmo sabendo que terra seca é meu coração
Disse isso a Jesus ao encontrá-Lo
Conversando Ele me recordou
Que tem o poder de fazer da terra seca solo fértil
Após a conversa ascendeu em mim a esperança,
Foi renovada a confiança
Fui acampar em solo santo
Afim de fazer assim também o meu
Descobri, aceitei o desafio
O Senhor me chamou a com Ele caminhar
No caminho me amou e ensinou o Amor
Propôs-me o grande desafio de amar!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Senhora do Rosário

Seja amada Maria
Virgem que Jesus gerou
Serva fiel e obediente
Senhora do Rosário
Em seu coração a palavra guardou
Dona de um coração ardoroso por Deus
Mãe que adotou a humanidade
Mulher das mulheres, exemplo de santidade
Maria do coração a Deus consagrado
Seja amada Maria
Sempre com Jesus e com Jesus ao seu lado
Maria, de pé ante o Calvário
Senhora do Rosário.

Até o fim

Jesus chora
Maria e José o consolam
Mais tarde será Ele o consolo
Será nosso o choro
É o Amor que se encarnou
Passa pela Cruz
E pela eternidade permanece
Deus do Céu desce
Assume a nossa humanidade
Veio preencher o vazio
Espalhar no mundo a santidade
Veio-nos através de Maria
Um dia partia,
O Espírito Santo nos deixou
Continua aqui,
Mais tarde dirá:
Não tenhais medo
Vim por ti, estou aqui
Vou contigo,
Até o fim.

Hóspede

O Senhor muito andou, não encontrou abrigo
Cansado, veio falar comigo
Perguntou-me se no meu coração poderia morar
Não sabia o que Lhe falar
Lembrei-me que muitas vezes havia dito não.
Pedi perdão!
Disse que muitas vezes O rejeitei,
Mas que seria uma honra acolhê-Lo em meu lar
O Senhor aceitou o convite, adentrou minha casa
Disse-Lhe que tinha liberdade, que ficasse à vontade
Ele então repousou
No dia seguinte por toda a casa passeou
Sugeriu algumas reformas,
Me ajudou a limpar algumas coisas
Disse-me: se me permites ficar, farei muito mais
Muitas vezes minha casa esteve abandonada
Mas o agora o Senhor comigo veio morar
Tudo foi se pondo no lugar
Quem diria que eu não indo
Até mim Ele viria, comigo moraria
Aceitei a proposta da reforma
Estou em construção, Jesus está me ajudando
Sou coração d'Ele e Ele do meu, hóspede.

Nascimento

A manjedoura não está mais vazia
Por Maria arrumada, acolhe agora Jesus
Deus quis se fazer humano, veio na terra morar
Nasceu Jesus! Todo Deus, todo homem
Pelo Espírito gerado, pelo Pai enviado
Veio nos livrar da culpa,
nos aliviar o fardo do pecado
Veio na terra morar, conosco caminhar
Nos ensinar o Amor. Nasceu Jesus!
Deus conosco, Salvador
O coração que O acolhe
Se faz também manjedoura
Inocente menino, Deus pequenino
Chegou a Ele a estrela guia
Chegaram os magos,
Entregaram- Lhe os presentes
Saudaram os presentes, chora o menino
Recebe de Maria e José a acolhida
Encontrou no coração que se abre abrigo
É dia de festa, nasceu Jesus!
Deus perto, próximo, amigo,
É Natal, festa do acolhimento
Dia do nascimento.

Belém

Jesus esquecido, rejeitado
Precisa hoje ser acolhido e amado
Por vezes me espanta
Saber que a manjedoura fedia
Muitos foram buscados
E nenhum dos muitos O acolhia
Me espanta também saber que meu coração
O rejeita, não acolhe e fede muito mais
Levo comigo o desejo de ser manjedoura
Ouço o grito de Maria
O toque de José à porta
No Céu as estrelas os magos já guia
Continua a aflição, se aproxima a hora
Demora, demora, se aproxima a hora
Não há quem ou lugar que acolha
O Salvador vai nascer
Não há quem O possa acolher
Se aproxima a hora, a acolhida não vem
Vai nascer Jesus, na manjedoura em Belém.