quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Bálsamo

Derramo aos teus pés minhas lágrimas
Meu coração que um dia esteve longe
E agora se prostra
Não tenho o bálsamo
Meu orgulho não me permite lavar os teus pés
Mas hoje disponho aquilo que tenho
Os passos que sozinho dei
Errei, então voltei, vim pedir teu perdão
Dessa vez na esperança de vencer o orgulho
E então poder lavar teus pés
Derramo novamente minhas lágrimas
A dor que consome meu coração
Estendo minha mão
Para que possas preencher minha solidão
Venceu o teu amor
Tua misericórdia sobre mim se estende
A uma vida melhor que sonhei me conduziu
Meu coração se abriu, teu aroma sentiu
És tu Jesus, a essência, o bálsamo. 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Porto

No porto descanso meu barco
Que ao longe se foi
No teu mar navegante
Eu navegante, tu almirante
Que as tuas águas me banhem
E assim meu coração descanse
Pela tua graça, minha vida se faça nova
E frutífera seja minha terra
Contigo partilho as viagens que já fiz
As outras terras que já andei
Eu bem sei,
Nem sempre ao teu lado naveguei
Já quis ser da embarcação almirante
Fazer sozinho o barco
Disse já conhecer o mar
E nele saber navegar
Hoje sei que não sou almirante
Que não sou eu a segurança
Sei que sem ti o meu mar é morto
Que sou eu navegante,
Ancorado ao teu porto!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A paciência tudo alcança

Ainda que tarde, 
Ainda que tardo seja o tempo, 
Mesmo que não consiga compreender,
Mesmo que grande seja o fardo, 
Por mais que a fé seja menor que os apegos,
Espera que outro alcance o mesmo ponto
Assim desaparecerá sua solidão
Quando estiverdes atrás, 
Também terás um que lhe estenderá a mão
Quando fordes adiante não conseguirá dar passos
Pois lembrarás que atrás ficou o irmão
Então recomece, adiante em comunhão
No mesmo passo, com a mesma vontade
No mesmo caminho, com o mesmo destino
Fazendo o exercício de dar de si para ganhar
Vasculhando o escondido, reencontrando o perdido
Dizendo à alma que triste canta: levanta! 
Dando aos que não mais tem esperança,
a chance de se reencontrar
Siga em frente, apresentando a paz e a temperança
Sofre as demoras, espera com paciência
Sou eu a fortaleza, a fonte de toda a riqueza
Mesmo que da certeza só reste a lembrança
Espera, a paciência tudo alcança!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Edifícios

Os grandes prédios que construo
Irradiam trevas que se disfarçam em luz
E ofuscam a luz da lamparina
Que ilumina a casa simples
Onde fazes morada
A mesma casa é por mim abandonada
Está suja, deserta, esquecida
Pelos bichos habitada
Preciso que os edifícios sejam demolidos
A casa limpa, as trevas disfarçadas dissipadas
Que a luz sucumbida seja revelada
Destrói Senhor meu grandes edifícios
Faça da casa simples Tua morada!