domingo, 26 de abril de 2015

Falem as Obras (26.05.14)

Jesus menino, no colo de Antônio acolhido, 
é a luz que demostra a pureza e a singeleza
que o mundo precisa.
Fruto da bem- aventurança,
os braços que O acolhe,
são tão quais o da Virgem 
que O consagrou.

Inflamado de profundo zelo, 
não anuncia outro senão o
próprio menino,  que no alto 
da Cruz já crescido, vai fazer
aquecido o coração do homem 
santo que o segurou.

Parte então Antônio, 
à procura da mesma 
luz que suas trevas
iluminou, à procura 
do anúncio que preenche 
o seu vazio.

Disposto ao martírio,
encontra no anúncio 
a sua coroa de espinhos.
Tal qual Jesus, suas palavras 
não eram ouvidas.

Anunciava a vida e era rejeitado, 
apresentava o pequeno menino 
e sentia-se crucificado.
Foi ele perseverante,
permaneceu ao lado, 
zeloso pela doutrina,
pelo ensinamento, morreu 
e vive para sempre,  a segurar 
o mesmo menino crucificado 
a ensinar com a vida que a fé
sem obras é morta.

Por isso nos ensina: 
que abram-se dos nossos 
corações as portas, 
que cessem as palavras 
e falem as Obras.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Virtudes (24.04.15)

Vi em ti sintetizadas inúmeras
virtudes, vi solicitude e presteza,
vi amor e beleza escondidas em
meio à simplicidade de uma vida
feliz.

Vi em ti uma forte determinação
para corresponder ao chamado
de Deus, O vi presente e refletido
no teu agir, na tua doçura.

Vi um coração alegre por ser todo
entregue, vi uma certeza sem fim
de que tudo iria se cumprir.

Vi que também em teu coração,
tudo estava consumado!
Vi uma fé constante, um coração
que não se cansou de lutar,
vi o espelho da obediência.

Vi uma alma exultante de alegria.
Vi em ti, Maria, sintetizadas em
meio à uma vida feliz, inúmeras
virtudes.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Mãe da Ternura (17.05.15)

Jeito doce, singelo,
simples e encantador.
Coração puro, amável,
sensível e acolhedor.

Feições finas, alma de
grande esplendor.
É assim que te imagino...
Vejo-te humana e
resplandecente.
Vejo sair de ti a mesma
luz que iluminou a
humanidade.

Vejo em ti, ó Mãe,
um poço fundo de
docilidade e amor.
Carinhosa, jeitosa,
cheia de zelo.

De colo aconchegante
e consolador.
És a mais bela flor do
jardim de Deus.

Flor sem igual formosura,
de beleza discreta, regada
pelas mãos do Criador.
És a mais bela flor,
és a mais bela de todas
as criaturas, a Mãe da ternura.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Acréscimo (15.04.15)

Ponho-Vos no centro da vida,
Ao meu caos trazeis a ordem,
Aos meus desejos o equilíbrio.
Aos poucos se dissipa as
saudades do homem velho
que à porta insistir em bater. 

Encontro descanso, alegria,
Nada pode abater-me.
Não desejo nada além da
Vossa presença, não desejo 
nada além  do Vosso amor.

Chegam as fortes tempestades;
os dias fúnebres, mas nada pode 
apartar-me de Vós.
Chegam as densas nuvens a
esconder o sol, mas ainda sim 
permaneço firme à espera
da aurora que o há de revelar. 

Se sois o sentido e no Vosso 
Altar  está a minha vida, são 
vãs as minhas preocupações.  
Tudo mais é acréscimo do 
Reino que devo buscar primeiro.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Refúgio (13.04.15)

Teu coração é fonte de paz,
Sossego do aflito, é direção
do perdido.
Fonte inesgotável de Amor,
início e fim, és Tu Senhor!
Se fez vitorioso não pela glória,
não pelo poder, mas pelo sofrimento.

A vitória que contemplamos
é a da vida sobre a morte.
Aonde está  a vitória dos que
te perseguiam? Aonde está a
multidão que outrora Te oprimia?

Salvos estão os que em Ti
se refugiam, os que acreditam
que humilhado, fazes-te
maior do que todos os outros.

Vitorioso Rei, soberano entre
as nações, consolo certo,
porto, âncora, sustento.
Refúgio de todos os
que buscam descanso,
um lugar de paz e esperança,
é o Teu coração!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O Rio da Vida (06.04.13)

Há um rio que corre, cuja nascente 
é o lado aberto de Jesus. 
Quem dita o curso de suas correntezas 
é o Espírito Santo; deságua no coração 
de Deus, no seio da Trindade.

Há um rio que corre e  revela 
toda a verdade; nutre as raízes 
e amadure os frutos.
Suas ondas passam pelo lado
direito do Santuário, inundam
e derrubam as barreiras.

Há um rio que corre, cuja nascente 
é a fonte de toda a riqueza e sabedoria;
Seu curso é o caminho da alegria, 
da bondade; há um rio que possui 
imensa beleza e fecundidade.

Há um rio que corre, cuja as águas
lavam e purificam, revelam a verdade.
Há um rio que corre e tudo ordena
para o Amor; é o rio da vida. 

domingo, 5 de abril de 2015

O Grito da Ressurreição (05.04.15)

Sublime noite onde Tua voz 
rompe o silêncio, a surdez 
dos nossos corações. 
A morte está vencida, 
dos nossos pecados restam 
as Tuas chagas de Amor.
Se ao abismo foi o pecador,
de lá também foi resgatado.
Encontramos então alegria 
em meio à dor, encontramos 
redenção.
Nos reunimos entorno da mesa 
para celebrar Contigo a fração 
do pão.
Somos um e Tua entrega 
nos levou novamente ao Pai.
Descestes até a mansão dos 
mortos; mas onde está a morte?
Está vencida! Vê diante de si serem 
libertos todos os filhos e filhas de Deus.
Onde está Deus? 
No mesmo lugar, 
sempre amando 
e ensinando o Amor.
Ninguém pode para o Senhor 
da vida, ninguém pode impedir 
que Ele derramasse sobre toda 
a humanidade, um a um, 
todo o Seu Amor.
Ouço Teu grito rompendo 
o silêncio do luto, chamando-nos à vida.
Vejo crianças brincando em torno do altar.
Alternam-se o Altar e a Cruz; 
o madeiro é o lenho santo onde 
foi remido o mundo inteiro.
O Sepulcro é morada temporária 
dAquele que é Eterno.
Onde está a morte?  
Não consigo vê-la ou ouvi-la.
Diante dos meus olhos tenho 
o Teu corpo chagado, ressuscitado;  
ouço somente a voz de toda a Igreja 
em festa, celebrando contigo o 
Grito da Ressurreição.

sábado, 4 de abril de 2015

Uma conversa sobre a Cruz (03.04.15)

Indaguei a Jesus como encontrara
Alegria e como a havia expressado
No alto do Calvário.
Respondeu-me: "filho queria dar-te
Um grande sorriso para demonstrar
Que não se deu na tristeza o meu sacrifício.
Mas as dores me consumiam, feição
Humana eu já não tinha.
Então, resolvi resguadar-te do meu
Sorriso e amar-te somente com o
Meu olhar."
De fato, Senhor, Teu olhar me amou
E me trouxe uma profunda paz e alegria.
Indaguei ainda a Jesus, como suportara
Tamanha solidão, vendo os Seus o deixando.
Respondeu-me: "não havia solidão, o Pai
Sempre esteve Comigo e sempre estive com
Ele."
Agradeci a Jesus, pela paciência
Em me explicar, pela doce companhia,
Pelo peito que me emprestara para reclinar
Minha cabeça.
Obrigado Jesus por ter se entregado, morrido
E vencido a morte por mim; por me oportunizar
De maneira tão simples e profunda, uma conversa
Sobre a Cruz.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Fogo Abrasador (01.04.15)

Fui devorado por um imenso 
fogo abrasador, tomado por um 
profundo zelo, que me fizeram 
suportar os ultrajes.

Tomei um grande amor 
pelo sofrimento, uni-me a Ti, 
fazendo da minha com a Tua, 
uma só alma; senti-me cheio de 
um novo ardor.

Ninguém de mim teve compaixão.
Nem por isso deixei de louvar-Te.
Ao contrário, exultei de alegria.
Meu coração reviveu, não morri. 

Senti-me, mesmo em meio aos ultrajes, 
tomado por um profundo zelo, 
envolto por um fogo que me devorou;
um fogo abrasador.